Confesso que fiquei fascinada como estes dois analisavam a dinâmica do capitalismo e suas evidentes contradições. Eles acreditavam que o sistema capitalista inevitavelmente seria destruído, e haveria outro sistema que o superaria.
Viam a realidade do trabalhador, como um agente explorado e que poderia gerar uma classe revolucionária, motriz da destruição do capitalismo burguês. Eu tinha um sonho de justiça, de igualdade de verdade. Que as pessoas não sofressem tanto em busca da subsistência, e que não houvesse tantas desigualdades. O socialismo seria uma etapa intermediária, afirmaram estes dois autores, porém útil para se obter uma sociedade comunista (a meu ver, a raiz de todo o mal). O ápice da revolução histórica seria o comunismo, onde a sociedade não seria mais dividida em classes, não haveria a propriedade privada e nem o estado (entendido como instrumento burguês). O ideal de igualdade entre os homens era o seu alicerce. Uma sociedade perfeita; causou-me encanto. Condenaram toda formação social (escravismo, feudalismo, capitalismo) que teriam em si os germes de sua própria destruição. Mas eu acabei por me dar “desencantada”, quando sai da Infância/adolescência e vi o lucro como algo benéfico para o progresso de uma nação. (talvez a parte burguesa em mim falou mais alto). Também quando possivelmente Fidel castro igualado Pinochet; Teria traído Che com o partido socialista Boliviano antes da própria Cia (ou com a Cia), ou da possibilidade de Che se vivo se tornar um Fidel. Talvez não houvesse homem incorruptível que pudesse de fato erguer uma bandeira tão nobre. O que reforçou mais ainda a minha negação do comunismo foi ver a realidade cubana que está aquém do que defendia a teoria marxista. Tiraram do povo seus bens, a liberdade de expressão e o estado não é mais um instrumento burguês, mas um instrumento de tirania. Será que Che queria isso? Há alguns vídeos no YouTube que dizem que o socialismo é uma máquina de se fazer pobres. Mas no capitalismo também há pobres, tem oprimidos e tem opressores, tem uns que intentam contra a liberdade de expressão, tem partidos que sonham ser absolutos.
Então a solução é Capitalismo ou Socialismo? Eu penso que nenhum dos sistemas, como João Ubaldo Ribeiro diz, o problema está em nós como povo. Não pense Cuba que uma república ou uma democracia capitalista é a fonte de toda riqueza. Nós como matéria prima de um país que somos a verdadeira riqueza.







2 comentários:
Realmente, nenhum sistema pode ser chamado ideal, afinal, são feitos por homens e seremos sempre errantes. Talvez caiba a cada nação descobrir o que é ideal para si. Sei lá... Nunca pensei muito sobre isso, são meras divagações.
Volto em breve.
Abç
Sou socialista. Uns dizem que é muito fácil adotar uma posição de esquerda quando se tem tudo na vida, porém, o que eu vejo é que a minha classe pode se mater, se mantém, para sustentar seus interesses. Não sou rica, elitista, tenho uma vida confortável. Mas penso naqueles que não tem isso, nem que os proteja e ainda são segregados pela mídia e pela sociedade.
http://www.papel40kg.blogspot.com/
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